Murilo Mendes
Murilo Mendes Lançou-se na Literatura como autor modernista publicando algumas de suas produções nas revistas paulistas da década de 1920. Sua obra de estréia, Poemas, veio a público somente em 1930 e nela já se notavam alguns dos traços que iriam marcar sua poesia futura: a dilaceração do ‘eu’ em conflito, a presença constante de metáforas e símbolos, a inclinação para o surrealismo e os contrastes entre abstrato e concreto lucidez e delírio realidade e mito.
No inicio da década de 1930 suas experiências foram múltiplas: tomou contato com o marxismo de que resultou a obra Bumba-meu poeta (escrita em 1930e publicada em 1959) que demonstra solidariedade para com a classe operaria. Em 1932 publicou História do Brasil uma obra de fundo nacionalista que retrata nossa historia sob um ponto de vista ufanista-irônico. Depois dessa obra é a vez de Visionário, em que se Observam muitas sugestões surrealistas, em meio a uma acentuada atmosfera onírica.
Em 1935, tendo se convertido ao catolicismo, escreveu em parceria com Jorge de Lima a obra o Tempo e eternidade. Sem romper com nenhuma das posições tomadas anteriormente, Murilo concilia a poesia religiosa com as contradições do eu, com a preocupação social com o sobrenatural surrealista. Cria assim um conceito particular de religiosidade, unido á arte e a um senso prático da vida – erotismo,democracia e socialismo.Em sua concepção religiosa, elementos contrastantes tais como finito e infinito,visível e invisível,matéria e espírito não se excluem.Para ele essas polaridades confundem-se no corpo Místico,em Deus,e apenas passam por uma experiência terrestre.
No inicio da década de 1930 suas experiências foram múltiplas: tomou contato com o marxismo de que resultou a obra Bumba-meu poeta (escrita em 1930e publicada em 1959) que demonstra solidariedade para com a classe operaria. Em 1932 publicou História do Brasil uma obra de fundo nacionalista que retrata nossa historia sob um ponto de vista ufanista-irônico. Depois dessa obra é a vez de Visionário, em que se Observam muitas sugestões surrealistas, em meio a uma acentuada atmosfera onírica.
Em 1935, tendo se convertido ao catolicismo, escreveu em parceria com Jorge de Lima a obra o Tempo e eternidade. Sem romper com nenhuma das posições tomadas anteriormente, Murilo concilia a poesia religiosa com as contradições do eu, com a preocupação social com o sobrenatural surrealista. Cria assim um conceito particular de religiosidade, unido á arte e a um senso prático da vida – erotismo,democracia e socialismo.Em sua concepção religiosa, elementos contrastantes tais como finito e infinito,visível e invisível,matéria e espírito não se excluem.Para ele essas polaridades confundem-se no corpo Místico,em Deus,e apenas passam por uma experiência terrestre.
" Adivinho nos planos da consciência
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!
Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo. "
dois arcanjos lutando com esferas e pensamentos
mundo de planetas em fogo
vertigem
desequilíbrio de forças,
matéria em convulsão ardendo pra se definir.
Ó alma que não conhece todas as suas possibilidades,
o mundo ainda é pequeno pra te encher.
Abala as colunas da realidade,
desperta os ritmos que estão dormindo.
À guerra! Olha os arcanjos se esfacelando!
Um dia a morte devolverá meu corpo,
minha cabeça devolverá meus pensamentos ruins
meus olhos verão a luz da perfeição
e não haverá mais tempo. "
( O homem, a luta e a eternidade )
Murilo Mendes
Por Maiquele Pinheiro
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