Literatura Capixaba
Reinaldo Santos Neves
Reinaldo Santos Neves
Dados Biográficos
Reinaldo Santos Neves nasceu em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, em 03/12/1946, filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida. Iniciou seus estudos na Escola Sagrado Coração de Jesus, em 1953. Concluiu o ginásio e o clássico no Colégio Estadual do Espírito Santo, em 1961 e 1964, respectivamente. Concluiu o Curso de Letras (Português- inglês) na UFES, em 1968. Inicia sua vida profissional como tradutor e intérprete, na UFES, onde dirigiu a Editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida. Durante quatro anos trabalhou na revista Você, da Secretaria de Cultura da UFES. Participou com a obra Reino dos medas, em 1973, de concurso promovido pelo Instituto Nacional do Livro, recebendo menção honrosa. Pelo conjunto de sua obra, em 1996, recebeu do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo o prêmio Almeida Cousin.
Obras
Reino dos medas (romance) RJ – 1971
A crônica de Malemort (romance) RJ – 1978
Poema graciano (poema) in revista Letran n.2 – 1982.
As mãos no fogo: o romance graciano (romance) – 1984
Sueli: romance confesso (romance) – 1989
Má notícia para o pai da criança (contos) – 1995
Dois degraus a leste, três degraus a oeste
(crônicas na Gazeta on line) 1997/1999.
Muito soneto por nada (poemas) 1998
A confissão (novela) 1999
Crinquinim e o convento da Penha ( literatura para crianças) - 2001
"A longa história" - romance, da Bertrand Brasil, 2007
É autor, ainda, de crônicas veiculadas na Internet e na revista "Você", da UFES, sob o título geral "Dois graus a leste, três graus a oeste".
Participação no Catálogo 2009, Letras Capixabas em Arte, organizado por Maria das Graças Silva Neves.
FONTE: Múltiplas escrituras – Reinaldo Santos Neves: vida e obra. Coleção Roberto Almada – Seleção, notícia biográfica e estudo crítico por Djalma Vazzoler e Mônica Carvalho de Sant’ Anna.
Participação na Coletânea "Escritos de Vitória" - 7 - Cinema, da Secretaria de Cultura,
Esporte e Turismo, da PMV- 1994.
MUITO SONETO POR NADA
Eis aí – com licença – outro poema,
no qual José de novo pontifica,
mostrando os ombros de Memphis, e joelhos,
brincando de inflamar, ninfa encarnada,
de vão desejo o pobre do poeta.
Eis aí e, não nego, quando o leio – e o leio,
sem vergonha, muitas vezes -, de pé
se põe minha paixão e aplaude, mas não
meu senso crítico, que me diz: mais
vale a musa que o poeta ou o poema.
Não passo de um poeta, eu sei, menor,
que só paixão impele a fazer versos –
e só paixão desculpa e justifica
a poesia de merda que pratica.
Eis aí – com licença – outro poema,
no qual José de novo pontifica,
mostrando os ombros de Memphis, e joelhos,
brincando de inflamar, ninfa encarnada,
de vão desejo o pobre do poeta.
Eis aí e, não nego, quando o leio – e o leio,
sem vergonha, muitas vezes -, de pé
se põe minha paixão e aplaude, mas não
meu senso crítico, que me diz: mais
vale a musa que o poeta ou o poema.
Não passo de um poeta, eu sei, menor,
que só paixão impele a fazer versos –
e só paixão desculpa e justifica
a poesia de merda que pratica.
Fonte:http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Reinaldo%20Santos%20Neves
Por: Maiquele Pinheiro,Tais Amaral