segunda-feira, 7 de novembro de 2011

                             Literatura Capixaba 



                      
               Reinaldo Santos Neves





Dados Biográficos
Reinaldo Santos Neves nasceu em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo, em 03/12/1946, filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida. Iniciou seus estudos na Escola Sagrado Coração de Jesus, em 1953. Concluiu o ginásio e o clássico no Colégio Estadual do Espírito Santo, em 1961 e 1964, respectivamente. Concluiu o Curso de Letras (Português- inglês) na UFES, em 1968. Inicia sua vida profissional como tradutor e intérprete, na UFES, onde dirigiu a Editora da Fundação Ceciliano Abel de Almeida. Durante quatro anos trabalhou na revista Você, da Secretaria de Cultura da UFES. Participou com a obra Reino dos medas, em 1973, de concurso promovido pelo Instituto Nacional do Livro, recebendo menção honrosa. Pelo conjunto de sua obra, em 1996, recebeu do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo o prêmio Almeida Cousin.



Obras
Reino dos medas (romance) RJ – 1971
A crônica de Malemort (romance) RJ – 1978
Poema graciano (poema) in revista Letran n.2 – 1982.
As mãos no fogo: o romance graciano (romance) – 1984
Sueli: romance confesso (romance) – 1989
Má notícia para o pai da criança (contos) – 1995
Dois degraus a leste, três degraus a oeste
(crônicas na Gazeta on line) 1997/1999.
Muito soneto por nada (poemas) 1998
A confissão (novela) 1999
Crinquinim e o convento da Penha ( literatura para crianças) - 2001

"A longa história" - romance, da Bertrand Brasil, 2007
É autor, ainda, de crônicas veiculadas na Internet e na revista "Você", da UFES, sob o título geral "Dois graus a leste, três graus a oeste".

Participação no Catálogo 2009, Letras Capixabas em Arte, organizado por Maria das Graças Silva Neves.

FONTE: Múltiplas escrituras – Reinaldo Santos Neves: vida e obra. Coleção Roberto Almada – Seleção, notícia biográfica e estudo crítico por Djalma Vazzoler e Mônica Carvalho de Sant’ Anna.
Participação na Coletânea "Escritos de Vitória" - 7 - Cinema, da Secretaria de Cultura,
Esporte e Turismo, da PMV- 1994.




                             MUITO SONETO POR NADA                    


                 Eis aí – com licença – outro poema,
                     no qual José de novo pontifica,
                     mostrando os ombros de Memphis, e joelhos,
                     brincando de inflamar, ninfa encarnada,
                     de vão desejo o pobre do poeta.

                    Eis aí e, não nego, quando o leio – e o leio,
                    sem vergonha, muitas vezes -, de pé
                    se põe minha paixão e aplaude, mas não
                    meu senso crítico, que me diz: mais
                    vale a musa que o poeta ou o poema.
                    Não passo de um poeta, eu sei, menor,
                    que só paixão impele a fazer versos –
                    e só paixão desculpa e justifica
                    a poesia de merda que pratica.






Fonte:http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Reinaldo%20Santos%20Neves


Por: Maiquele Pinheiro,Tais Amaral

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